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As 3 certificações financeiras mais importantes para consultores

Fundamentais para o sucesso de quem deseja vender serviços de consultoria empresarial, as certificações financeiras devem ser consideradas obrigações para todo consultor de negócios que pretende se posicionar como uma autoridade na sua área.

Existem diversos tipos de certificados, cada um com suas próprias características e prazos de validade, normalmente relacionados aos diferentes campos de atuação. Os conteúdos abordados são abrangentes e bem detalhados.

Neste artigo, vamos apresentar as 3 certificações financeiras mais importantes para consultores. Não perca essa leitura em hipótese alguma. Confira!

A importância das certificações financeiras

Antes de mais nada, falaremos um pouco sobre a importância das certificações financeiras. A primeira observação a se fazer é quanto a sua contribuição para o ganho de confiança dos clientes.

Não há como negar o fato de que quanto mais “elevado” estiver o seu currículo de capacitações, melhor serão as suas chances de colocação no mercado.

As certificações financeiras também são importantes para se manter atualizado acerca das normas e metodologias de aplicação. De modo geral, elas devem ser vistas como parte essencial do seu plano de carreira.

No entanto, não adianta investir em qualquer certificado. Quais são os seus objetivos profissionais? Quem é o seu público-alvo? Quais são os assuntos que você pretende se especializar? Essas são algumas das perguntas que você deve responder antes de tomar suas decisões.

Em outras palavras, estude as possibilidades e avalie as que melhor se adequam ao seu perfil e às suas prioridades.

As certificações financeiras para consultores

A seguir, mostraremos as 3 certificações financeiras mais importantes para os consultores. Acompanhe:

1. Certificação CFP

Do inglês Certified Financial Planner (Planejador Financeiro Certificado, em português), a certificação CFP confere aos profissionais de consultoria o direito de atuar como tal.

Criada nos EUA e emitida pelo Certified Financial Planner Board of Standards, no Brasil, o órgão responsável pela emissão é a Associação Brasileira de Planejadores Financeiros, a única entidade filiada ao Financial Planning Standards Board (FPSB).

Para ser laureado com o CFP, os consultores precisam comprovar o seus conhecimentos por meio de uma avaliação dividida em 6 módulos:

  • Gestão de Ativos e Investimentos;
  • Planejamento Financeiro e Ética;
  • Planejamento Fiscal;
  • Planejamento de Aposentadoria;
  • Planejamento Sucessório;
  • Gestão de Riscos e Seguros.

Para a realização do exame, é necessário comprovar, no mínimo, 3 anos de experiência profissional. A prova tem duração de 7 horas, ocorrendo duas vezes ao ano: a primeira em julho e a segunda em novembro.

Sem a menor sombra de dúvida, o CFP é uma das melhores opções quando o assunto é certificações financeiras, já que é bastante apreciado pelo mercado. Após a aprovação, os consultores são reconhecidos pela aptidão estratégica e abrangente.

2. Certificação CFA

Sigla traduzida para Analista Financeiro Certificado, o CFA (Chartered Financial Analyst) também está entre as certificações financeiras mais importantes para consultores.

Amplamente conhecida e muito respeitada em todo o mundo, há quem a considere como uma pós-graduação na área financeira. De acordo com Luiz Fernando Affonso, presidente da CFA Society Brazil, essa certificação é “padrão-ouro“.

Concedido pelo CFA Institute, localizado no Estado da Virgínia, Estados Unidos, o certificado CFA não é obrigatório para nenhum tipo de profissão.

Contudo, diante dos avançados níveis de conhecimento que o envolvem, sua obtenção é prestigiada por muitas das maiores empresas do planeta. E é também uma das mais difíceis de se conseguir (se não a mais).

Nesse caso, o ponto a ser destacado é que as provas aplicadas são iguais em todo o mundo, praticamente ao mesmo tempo, nivelando os profissionais dos mais diferentes países, independentemente das suas formações principais.

A certificação CFA é composta por 3 etapas, podendo durar o mesmo período de um curso superior. Essa é a razão pela qual esse certificado é visto como uma espécie de MBA em finanças. Conheça um pouco sobre a divisão dos níveis:

Nível I

Aqui, o foco é direcionado à compreensão dos conceitos e instrumentos de finanças. Nesse nível, é preciso responder a 250 questões de múltipla escolha em um período de, no máximo, 6 horas.

Nível II

​Essa é a parte na qual é abordada a precificação dos ativos financeiros. As questões também são objetivas, totalizando o número de 120. Essa etapa é separada em duas: pela manhã e tarde, havendo apresentações de casos para análise.

Nível III

E a última, o level III, apresenta questões (objetivas e discursivas) relacionadas à gestão de portfólio de clientes. São 6 horas de duração.

O profissional só é certificado quando devidamente aprovado nos 3 níveis. Vale ressaltar que as provas são todas em inglês. Ao se inscrever, os consultores recebem os materiais para estudo, que é feito por sua conta.

A recomendação é para que os profissionais dediquem, pelo menos, 300 horas de estudo para cada nível. Em termos de tempo, isso significa algo em torno de 4 meses de preparação intensa, demandando várias horas por dia de estudo.

Em casos de escassez de tempo, é possível alcançar esse número em pouco mais de 6 meses. Para isso, é preciso estudar, em média, 2 horas por dia e 6 dias por semana.

As taxas de aprovação são reduzidas, entre 10 a 20%. O maior problema, segundo os próprios candidatos, não são os graus de dificuldade da prova, e sim o imenso volume de conteúdo: o tempo médio para a obtenção da certificação CFA é de 4 anos.

3. Certificação CGA

Para quem tem como objetivo a administração de carteiras, isto é, tornar-se um gestor de investimentos, a certificação CGA é indispensável.

Por quê? Ela dá a permissão para o gerenciamento de portfólios, indicando os conhecimentos do consultor a respeito da alocação de fundos que apresentam as melhores rentabilidades.

O certificado é omitido pela Associação Brasileira das Entidades dos Mercados Financeiro e de Capitais (ANBIMA). A avaliação conta com 60 questões, exigindo, no mínimo, 70% de acerto para a aprovação do aluno.

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